Ele dizia, basicamente, que extraímos mais felicidade de coisas que podem ser fruidas (o tal "fluxo"), do que de bens físicos. É isso que contribui para uma vida que vale a pena viver. Experiências, e não matéria. Admirar uma paisagem, preparar ou degustar uma boa comida, desenvolver alguma atividade artística, viajar, conversar, dançar, ler, praticar o ócio puro e simples. São coisas que nos colocam mais leves, em estado de fluxo.
Eu já tinha uma filosofia, baseada no I-Ching para manter o chi (energia vital) da casa fluindo: se entrar um ítem, outro do mesmo tipo tem que sair.
Comecei timidamente com o tal "Bazar de Trocas das Luluzinhas", reunião entre amigas onde fazíamos uma limpeza geral no nosso guarda-roupa, tudo vendido a preços módicos e a receita revertida para um orfanato. Cada vez mais ítens, mais Luluzinhas, mais arrecadação para as crianças. Um sucesso !
Essa foi minha vida durante anos, e comecei cedo aos 21, trabalhando na glamurosa hotelaria, apertando a mão de celebridades e realeza, saindo em revistas e jornais, frequentando festas chiques e morando numa casa de três andares com piscina e caseiro.
Cheguei em SP mais leve, mais parecida comigo mesma, mais consciente de que eu quero é amigos sofisticados por dentro e que nada de material que deixei para trás está me fazendo falta.
E se você quer saber mais sobre o FLUXO, assista o filme do Mihaly !
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